segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano novo, vida nova

Preciso tanto que a minha vida mude. Em todos os sentidos.
Não aguento mais. Estou farta de dar tudo pelos outros e deixar-me para trás. Eu, que sempre fui demasiado egocêntrica e egoísta, degradei-me tanto este ano...
Vai mudar, tem de mudar. E começa por esquecer tudo o que está para trás.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Hoje vou fazer uma maratona dos DVD's do Harry Potter. E vai ser lindo enquanto durar, mas continuo a ser perseguida pela minha consciência: Só vais ter quinta e sexta para ler os maias e pores-te a par da matéria de biologia, física e matemática. Bom bom, odeio que me digam o que fazer, e os meus pais parecem tanto mas tanto a inquisição.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

E agora vou ler

E vou ler imenso, imenso, imenso.
E vou sair do meu mundo e entrar noutro mais interessante.
E já não quero saber quem sou, o que quero e o que os outros pensam.
Agora sou eu e os meus livros.
Isto está a ser um dia mau...

1,2,3

Vá, agora vais respirar fundo e vais sair do quarto a sorrir, como se fosses uma adolescente normal a viver os anos mais felizes da sua vida.
Não preocupes os teus pais, Joana.
Age normal, como tens feito todos os dias.

Hoje tudo me irrita

Hoje já gritei, já contei até 10, já respirei fundo, já me levantei alvoroçada, já me voltei a sentar, já tive um ataque de pânico e já voltei a gritar.
Mais do que nunca preciso de me isolar de tudo e todos.
Já nem consigo olhar para ninguém.

Toujours...

IV

No meio das futilidades que uma pessoa assume no dia a dia (cá está ele, outro desprezível método necessário à integração social) coloca-se sempre o seguinte ponto:
E agora? Já degradei a minha mente o suficiente por hoje, Tive conversas desinteressantes com pessoas fúteis que nada ambicionam da vida.
Não que me esteja a vangloriar de que ambiciono algo... mas claro que ambiciono! Mil e uma coisas! Tudo o que faz e não faz sentido! E se me disserem que não é possível eu ambicionar ou obter dada coisa podem ter a certeza que nem o mais ínfimo pedaço de mim vai sossegar até eu deixar claro que essa coisa está na minha lista de ambições.
E se há algo que mantenho sempre presente é que não é o que eu ambiciono que define quem sou. Mas sim a forma como o ambiciono. E, nesse campo, tenho uma força desmesurável. E tenho orgulho nisso.

III

"Paris, nunca lá fui, mas os relatos intemporais da cidade do amor dão a característica descrição da cidade de sonho, envolta em charme e numa atmosfera de mistério cativante ao primeiro olhar.
Que tal seria viver no auge da arte (minha opinião, sem ofensas), mantendo contacto com personalidades como Hemingway, Dali, Picasso, Scott e Zelda Fitzgerald...
Lá estou eu a citar Meia-noite em Paris (Woody Allen, só podia). Se há filme que descreva aquilo com que o meu intimo mais sonhou mas considerou inalcançável, é este."

II

"Não devia ter nascido nesta época.
Continuo a achar que a minha maneira de ser encaixaria na perfeição em épocas passadas e já bem vividas.
A cultura degradou-se.
A sociedade degradou-se.
Verdade seja dita, a arte degradou-se e chegou à vulgaridade de ser encontrada em qualquer banalidade de um cidadão autointitulado pseudo-intelectual.
Se, suponho eu em meus devaneios, há época em que fosse gratificante viver seria nos anos 20."

A ler

"Para acabar de vez com a cultura" de Woody Allen

I

"Penso ter em mim todo o lunatismo presente num lunático. E por lunático entenda-se aquele que é avant-garde, aquele que eu admiro.
Se há coisa que me distinga é a minha incapacidade de integração.
As pessoas não são boas o suficiente.
Ou talvez seja eu.
Ainda vivo na busca de encontrar alguém que viva com a mesma lucidez e sobriedade que eu, mas que, no seu íntimo, tenha escandalosos pensamentos psicóticos.
Não posso ser a única."